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Sandra Oh resgata origens em The chair

Sandra Oh

The Chair é uma das novas mini-séries lançadas pela Netflix em agosto. Com seis episódios de aproximadamente 30 minutos cada, o drama narra diversos conflitos dentro do ambiente universitário e como a Dra. Ji-Yoon (Sandra Oh) resolve cada um deles. Sandra Oh é uma atriz canadese com ascendência coreana e ao longo da série é possível observar que elementos da cultura sul-coreana foram muito bem inseridos no contexto da personagem.

Confira a sinopse completa:

The Chair acompanha a Dra. Ji-Yoon Kim (Sandra Oh), que acaba de ser nomeada chefe do Departamento de Inglês da prestigiosa Pembroke University. Agora, a professora e mãe da pequena Ju-Hee (Everly Carganilla) precisa enfrentar um conjunto único de desafios como a primeira mulher e pessoa não-branca a ocupar o cargo. Além disso, a faculdade vem passando por uma baixa significativa no número de matrículas, o que aumenta as provações e tribulações no caminho de Kim. Entre os demais membros de seu departamento estão Joan Hambling (Holland Taylor), uma professora muito inteligente que é amiga íntima e confidente de Kim; o professor Bill Dobson (Jay Duplass); Yasmin McKay (Nana Mensah), uma professora popular e também próxima de Kim; Elliot Mentz (Bob Balaban), um professor distinto, mas obstinado; e Paul Larson (David Morse), o reitor da Pembroke.

Imagem: Reprodução/ Adoro Cinema

Apesar do foco principal da história não ser esse, os elementos da cultura coreana abordados na narrativa acabam tornando-se peças essenciais para o desenvolvimento da trama. A cultura coreana faz-se presente na história desde o momento que o pai da Dra. Ji-Yoon é apresentado. Como coreano, ele fala a língua nativa do começo ao fim e ainda debate com sua filha sobre o fato da neta entender ou não o idioma.

Em diversos momentos Ji-Yoon discute em coreano com seu pai sobre as atitudes da filha, que tem dificuldades para se adaptar à nova família. Ji-Yoon reclama que seu pai fala somente em coreano e é um pouco ríspido às vezes e seu pai retorna dizendo “mas ela não entende coreano, não faz diferença”. Essa frase sempre atinge a Dra. em cheio, tanto que em várias ocasiões ela tenta se comunicar em coreano com a filha, infelizmente sem sucesso.

Bill, que tem um relacionamento complicado com Ji-yoon, acaba participando de um Doljanchi, uma festa tradicional coreana que celebra o 1º ano do bebê. A equipe de produção poderia ter deixado a festa passar de forma rápida e dar pouca atenção aos significados, no entanto, dedicaram um episódio quase que completo para explicar o que é a celebração do primeiro aniversário de um bebê coreano.

Como alguém que consome séries como se fosse água, confesso que fiquei surpresa com a sutileza com a qual a cultura coreana foi abordada na história. Não foi forçado ou imposto, os elementos retratados simplesmente faziam parte do personagem, de quem é a Dra. Ji-yoon. Ao que tudo indica, The chair deve ganhar uma 2º temporada, vamos torcer e esperar que novos elementos da cultura coreana possam ser apresentados ao público.

 

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Amanda Caldas
Paulista, apaixonada pela cultura asiática e animais. Curiosa por natureza, sempre me aventurei no desconhecido. Da culinária à tradição, gosto sempre de aprender e conhecer novos lugares e culturas. Sou fã da Sakura Card Captors e tenho uma coleção gigante de álbuns de k-pop.

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